sábado, 11 de agosto de 2012

Cargos da nossa nação Jeje


CARGOS NO JEJE

Vodunnon: Sacerdote do culto ao Vodun.
Toy Vodunnon: Sacerdote dos cultos de Mina Jeje (Tambor de Mina)
Nochê: Sacerdotisa dos cultos de Mina Jeje (Tambor de Mina)
Hundeva (rundêvá) – sacerdote responsável pelas cerimônias de nahunos (iniciação).
Grafa-se: Hùndévà.
Bakonnon:  Sacerdote de Fá, adivinhador.
Hùngbónò: Sacerdote do culto ao Vodun, preferencialmente aquele cujo Vodun é um Nagô. Pode designar o filho mais velho de uma casa de santo, neste caso segue o feminino Hùngbòna.
Gaiaku: Título sacerdotal, designa a pessoa cujo Vodun é um Nagô e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun Nagô. No Sejá Hundê é o título de todas as sacerdotisas.
Doné: Título dado às sacerdotisas cujo Vodun pertence à familia de Hevioso e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família. No Bogun é o título de todas as sacerdotisas. Grafa-se: Donὲ, em fongbé.
Doté: Título dado aos sacerdotes cujo Vodun pertence à familia de Hevioso e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família. Grafa-se: Dotὲ, em fongbé.
Megitó: Título sacerdotal, designa a pessoa cujo Vodun pertence à família de Dan e/ou que tenha iniciado pelo menos um filho para um Vodun desta família. Alguns definem que todo(a) sacerdote(a) que tenha iniciado filhos pode ser denominado Megitó. Grafa-se: Mεjitɔ́, em fongbé.
Obs: Uma mesma pessoa pode usar os vários títulos, por exemplo, um mesmo sacerdote será Doté para seus filhos iniciados para Hevioso e Megitó para seus filhos iniciados para Dan, embora prevaleça o título cabível para seu Vodun.
Rodantes:
Vodunsi: filha ou filho de santo que vira com o Vodun, corresponde a Iyawô do Ketu.
Etemi: significa “meu mais velho”, é a vodunsi que completou 7 anos de feitura, o mesmo que egbomi no Ketu.
Hunsó (runsó): mãe pequena. Grafa-se: Hùnsɔ̀. (pronuncia: Runsó)
Se grafarmos Hùnsò (pronuncia: Runsô) Teremos a tradução: Hùn = Vodún + Sò = Raio. Ou seja, diríamos Vodún do Raio. Um adjetivo para o vodún Sògbò.
Dehe (deré): vodunsi responsável por todos os atins mágicos usados nos rituais. Grafa-se: Dεlὲ. (pronuncia: Deré) * No Fongbé a letra “L” tem som de “R”.
Dehe-vitu (deré vitu): cargo que substitui a mãe-pequena. Grafa-se: Dεlὲ vitù.
Abose (abôssé): Responsável pelos carregos e segurança da casa, normalmente é dado a um filho de Gu, pois o vodum também toma cargo.
Ekedjis:
Gonzegan: Ekedji responsável pelo Grá.
Dogan (dôgan): pessoa responsável pela comida dos voduns. Esse cargo pode ser ocupado tanto por uma ekedji como por um vodunsi.
Nandevó: Ekeji responsável pelas roupas utilizadas pelos voduns, geralmente são pertencentes ao vodun Lissá.
Nandokpé: Responsável pela limpeza dos assentamentos e pedras dos
voduns. (Não confundir com Nadopé  - despedida dos voduns jeje-mina).
Ogãs:
Pegigan: Responsável por todos os pejis da casa, é quem sacrifica os animais de 4 pata. Grafa-se: Kpεjígán. Significa: Kpεjí = sobre o altar + Gán = senhor. Trazendo a idéia de ”Senhor que zela o altar”. Ou ainda: Kpεn = pedra + Jí = verbo gerar + Gán = senhor. Trazendo idéia de “O senhor que gera (ou dá a vida) à pedra”.
Bagigan: Ogam responsável pelas folhas. Grafa-se como: Agbajìgán. Agbajì = pátio + Gán = senhor. Ou seja: o senhor que cuida ou zela do pátio, que por coincidência é onde estão plantadas as folhas.
Gaimpê: É responsável pelo suporte nas funções de iniciação e pode também ser o “separador de cabeças”. O que imola os animais ritualisticamente. Acompanha a mãe ou pai de santo em todos os rituais de preparação de um barco.
Gankutó: Responsável pelo Gã, instrumento de metal que tem a mesma importância que os atabaques. É utilizado em todas as cerimônias. É o Gankutó quem entoa os cânticos em todas as funções da Casa. “O malvado que nos faz dançar”
Sojatin: Responsável pelos cuidados específicos dos Atinsas – as árvores sagradas. Pode também ser o conhecedor das folhas.
Abasa (abassá): Responsável pela sala (barracão). Todos os preceitos de sala são feitos por ele. Cabe também a ele receber e acomodar as visitas. Grafa-se: Agbásà. Significa: pátio ou área externa. O ‘Gàn’ (senhor) que realiza esta atribuição é o Agbásàgán. Na língua Fongbé se utiliza a forma ‘Gán’. Possivelmente a palavra Ogan foi assimilada no Brasil da língua Anágò que grafa: Ògá. E que faz alusão ao mesmo cargo.
Hun to (rum tó): dono do tambor. Responsável pelos atabaques, cantigas e rezas. Grafa-se: Gánhǔntɔ́. (pronuncia: Gan run tó) Vale lembrar que Hǔn significa: tambor largo e Tɔ́ significa: proprietário. Considerando que Gán=senhor, temos: “O senhor proprietário do tambor”.
Rundevá, Rundeví, Seneví : Títulos dados em hierarquia para os ogans tocadores de atabaque (Rum, Rumpi, Lé).
kajèkaji: neófito, não iniciado, o mesmo que abiã no Ketu.

O Ritual Do Grá



O RITUAL DO GRÁ


Hum dos rituais mais importantes praticados dentro da nação jeje a muitos anos atrás e que hoje está praticamente extinto por falta de condies e espaço apropriado para sua realização é o ritual do grá

Dentro do culto djèdjè, talvez esse seja o assunto mais complexo e misterioso de todos. Sabemos que nossos ancestrais levaram grande parte da cultura junto com eles para seus túmulos e, são poucos os conhecimentos que nos foram passados. Por este motivo, são poucas as casas que realizam o ritual do Grá aqui no Brasil, passando o Grá a ser apenas um mito, contado pelos mais antigos e que meche com nossa imaginação sobre a natureza de tal espírito.

O Grá é um espírito primitivo, o nosso Neandertal interior, que é invocado antes de sermos iniciados com o propósito de nos fazer voltar ao passado, ao lado animal e irracional que habita todo ser humano e que de fato é nossa origem. O Grá é como se fosse o lado negativo do Vòdún, a parte bruta da divindade, sua fúria e ira. Após o ritual do gbòlònàn (onde o inciado “morre para a sociedade” e “nasce para o vòdún”), o Grá é chamado com intuito de relembrar para o vodunsi suas origens, onde era necessário caçar pra comer, riscar pedras pra produzir fogo, andar por dias até encontrar água, etc. O Grá lembra ao vodunsi seu lado animal e primitivo, onde se solta esse espírito manifestado dentro das matas ou antigamente dentro do humpayme (fazenda grande onde ficava localizada a roça de santo e seus atinsás), e durante alguns dias ele deve se alimentar de caça, frutos e folhas, matar sua sede com água de córregos e rios e seu objetivo maior é matar seu zelador, matar aquele que irá iniciar a vodunsi e que guardará para sempre esse lado primitivo e irracional dentro do subconsciente do mesmo.

O Grá anda armado apenas com um bastão ou pedaço de pau e fica sempre na caça de seu zelador que durante o período que o Grá estiver manifestado deve ficar escondido. É um espírito incontrolável e agressivo, que assusta a todos que participam do culto, querendo atacar as pessoas com seu bastão. Após os dias de manifestação do Grá, chega finalmente o dia do encontro entre o espírito e seu zelador. Ao som de paó e adahun o Grá entra pela porta principal do kwè e se deparara com seu zelador, partindo pra cima do mesmo para agredi-lo porém, é dominado pelos ògàns e vodunsis mais velhos e expulso pra sempre do vodunsi, deixando o corpo limpo e preparado para a manifestação e iniciação do vodun.

Hoje em dia é quase que impossível realizar tal ritual, uma vez que nos falta cultura e até mesmo espaço para deixar-mos o Grá a solta. Mas, certamente, para nós esse ritual faz falta deixando um vazio no que se diz repeito a origens e, curiosos em relação a tal espírito que hoje em dia continua preso, apenas em nosso subconsciente.

Vodun nanã


vodun nanã


Nanã é considera por todos os adeptos do Culto Vodum como a grande Mãe Universal que criou o mundo e deu vida aos Voduns. É chamada carinhosamente de vó Misan (missam).
Senhora da lama, matéria primordial e fecunda da qual o homem em especial, foi tirado. Mistura de água e terra, a lama une o princípio receptivo e matricial (a terra) ao princípio dinâmico da mutação e das transformações. Sua ligação com a água e a lama, associa Nanã à agricultura, a fertilidade e aos grãos (vide simbologia dos grãos e favas).
Nanã tem os mais variados nomes de acordo com o dialeto usado: Bouclou, Buukun, Buruku, etc. Em Dahomey, na cidade de Domê onde está localizado seu principal templo, Ela é conhecida como Nanã Buruku (lê-se, buluku).
No Brasil, também existem variações de nomes para Nanã: Buruku, Naê Naité, Yabainha, Naê, Anabiocô, etc.
Nanã representa a dogbê (vida) e a doku (morte). Ela recebe em seu seio os ghedes (mortos) e os prepara para o leko (lêcô - retorno, renascimento)
Quando uma mulher não consegue engravidar, recorre a Nanã que ensina a "fórmula mágica", o remédio de ervas que deve tomar, os ebós e oferendas que devem ser feitos.
Se um doente recorre a Nanã, imediatamente obtém o remédio curador.
Na África quando uma família ou alguém obtém um favor de Nanã, fica com o compromisso de oferecer um membro da família ao culto de Nanã e esse, após sua iniciação, receberá na frente de seu nome a palavra Nanã; assim como a criança que nasce com a ajuda da Grande Mãe também. Todos os sacerdotes e sacerdotisas de Nanã têm na frente de seus nomes a palavra Nanã.
Nanã é a maior conhecedora do uso terapêutico das ervas. Alguns de seus sacerdotes e sacerdotisas são preparados para serem curandeiros. Em Ghana existe a Sociedade dos Jou-Jou, em Allada e Dahomey a Sociedade do Bo, etc.. Nessas sociedades as pessoas escolhidas são preparadas para a prática da medicina através das ervas. Nanã diz que além do uso terapêutico das folhas e de alguns produtos animais, as doenças devem que ser tratadas em sua origem espiritual, para que a cura seja concretizada. É lastimável que no Brasil essa parte do culto a Nanã não tenha sido trazida. Em outros países como Estados Unidos, Canadá, Jamaica e Haiti encontramos essa prática.
O Culto de iniciação de uma filha ou filho de Nanã requer uma série de cuidados especiais, tanto na África, como no Brasil. Para mim, esse é o mais difícil culto de Vodum. Nanã Buruku não é feita na cabeça de ninguém.
Existem vários Voduns da linhagem de Nanã Buruku, que são feitos nos iniciados. Todos esses Voduns seguem a tradição de Nanã Buruku e são tão exigentes quanto Ela.
Para iniciar um processo de feitura de uma Nanã, é exigido a abstinência de sexo, bebidas alcoolicas e outros prazeres carnais, pelo menos dois meses antes (na África são exigidos 3 meses), de todos que irão participar do processo de renascimento do iniciado. Nesse período, são feitos vários ebós no iniciado e alguns poucos nos participantes e na casa de santo.
A bogami (bôgâmi - menstruação) é outro beko de Nanã. Se durante o processo de iniciação a vodunsi ficar menstruada, deve ser afastada imediatamente de Nanã e ficar reclusa em um lugar especial, fora do templo, até que cesse esse período.
Na África as mulheres menstruada são proibidas de entrar no Templo de Nanã ou de participar de qualquer preceito, seja de rituais ou simplesmente fazer uma comida de santo. Nanã diz que a bogami é um sangue impuro e aconselha as mulheres não cozinharem para seus maridos nesse período.
Por ter muita ligação com egungum é necessário saber tratar muito bem de Buku, entidade assistente de Nanã e Sakpata. Em uma feitura, não é permitido a sua presença, mas, ele deve ficar aposto, sua função será tomar conta de todos, para que nenhuma exigência da Grande Mãe seja desobedecida, principalmente a abstinência de sexo.
Assim como Buku, Legba Aghamasa (agramassá) devem ser tratados corretamente para garantir a paz, tranqüilidade e segurança nos rituais e preceitos. Ebós e oferendas específicas devem ser feitos para essas duas entidades.
Os ancestrais dos Voduns, do iniciado, dos participantes e da casa de santo não podem ser esquecidos em hipótese alguma!
Antes, durante e depois da iniciação de uma Nanã devemos fazer muitos ebós, oferendas e preceitos. Uma Nanã bem feita é caminho de prosperidade e crescimento para a casa de santo, do iniciado e dos participantes.
De acordo com a Vodum Nanã que está sento feita ou cultuada é que se determina, se comerá bichos macho ou fêmea. Existem Voduns dessa linhagem que não comem bicho de quatro pés, outros preferem comer somente o Igby. Nanã Buruku, por exemplo, não gosta de muito kun (sangue)
Vários textos têm sido publicados, citando o carneiro como o bicho oferecido a Nanã, mas, se observarmos as fotos que acompanham esses texto, veremos que se trata de cabra e cabritos. O sacrifício de carneiro é o maior beko (kisila) de Nanã. Para essa Vodum, o carneiro é um bicho sagrado e não deve ser sacrificado.
O não uso da faca e outros metais nos nahunos e preceitos de Nanã devem-se ao fato de Ela ser muito mais velha que esses metais. Por seu caráter conservador, quando o ferro e outros metais apareceram, ela preferiu manter o que já conhecia em seus ritos.
Vejamos abaixo alguns dos Voduns da linhagem de Buruku. e algumas curiosidade ligadas a Grande Mãe.
Nanã Densu ou apenas Densu – Segundo os Fons esse Vodum é um deus andrógino e seria o lado macho ou marido de Buruku. É muito cultuado nos rituais de Mami Wata onde é considerado o maior de todos os deuses, os Fons o compara a Olokun.
Muitos antropólogos têm atribuído erronêamente Densu a um deus hindu, devido seus fetíches e assentamentos apresentarem três cabeças.
Esse Vodum é muito rico e farto. Costuma presentear seus adeptos com suas riquezas.
Não é feito na cabeça de ninguém.
Nanã Asuo Gyebi (assuô giêbi) – Vodum masculino velho, que habita os rios. Muito popular em Ghana e tido como o protetor das crianças africanas que foram escravizadas. Esse Vodum pediu aos seus sacerdotes que o levasse para os países onde os africanos foram escravizados afim de que pudesse resgatar suas crianças. Ele já foi assentado em templos de Akonedi nos Estados Unidos e no Canadá.
Nanã Esi Ketewa (êssi quetêuá) – Vodum feminina muito velha, cultuada em Ghana, Cotonou e Allada. Dizem os mais velhos que essa Vodum morreu de parto e que por isso a missão dela é proteger e tratar as mulheres grávidas assim como seus filhos
Nanã Adade Kofi (adadê côfi) – Vodum masculino, tem a função de proteger e defender todos os templos de Nanã. É um Vodum guerreiro, ligado ao ferro e outros metais. Cultuado em Ghana, Allada, Cotonou, Porto Novo, etc. É o Vodum da força e perseverança. Sua espada é usada pelos adeptos de Nanã, para prestarem juramentos de obediência, submissão e devoção a Grande Mãe.
Nanã Tegahe (têgarê) – Vodum feminina jovem, cultuada em Ghana. Tem o poder de tirar feitíços das pessoas e lugares. Tem grande conhecimento no uso terapêuticos e ritualísticos das ervas. Muito alegre e faceira, gosta de dançar e cantar, mas fica muito séria e aborrecida quando encontra malfeitores e ladrões; ela os mata.
Nanã Obo Kwesi (obó cuêssi) – Vodum feminina guerreira, cultuada na região Fanti em Ghana. Protege e ajuda os kuhatô (pobres) e os azon (doentes). Detesta quem faz aze (azê - bruxarias) ou qualquer mau a um ser humano.
Nanã Tongo ou Nanã Wango (tongô/uangô) – Vodum feminina, cultuada em Togo. Grande curandeira, trata das pessoas com ervas, ebós e gri-gris. É uma grande Azeto (azétó - feiticeira) e seu culto talvez seja um dos mais complexo. Em seus nahunos, os sacerdotes prostam-se no chão ao lado dos bichos mortos e fingem estarem mortos também, assim permanecem até que Wango incorpore em um deles e os ressuscite. Todos levantam, os bicho são suspensos e preparados.
Nanã Tongo dança com muita alegria, vestida em suas roupas confeccionadas com as peles dos bichos sacrificados para ela. Seus adeptos costumam presentear Wango com muitas jóias, enfeites, roupas e talismãs que a agradam. Antes de começar os nahunos para Wango, corujas são atadas às árvores.

Nanã Akonedi Abena – Vodum feminina jovem, cultuada em diversas partes da África. Seu principal templo fica em Later, cidade de Ghana. Quando Akonedi chega ela percorre a vila, esconde-se em arbustos e sobe em telhados à procura de feitíços, feiticeiros e malfeitores. Atende os moradores locais, fazendo libações e curando os doentes. Em Ghana é considerada a Deusa da Justiça
Seu corpo é coberto com um pó branco sagrado, usa saia de palha, seu rosto é descoberto, na cabeça usa um torço, no corpo muitos brajás e nas mãos trás um feixe de lenha.
Sua dança é selvagem e desenvolve-se dentro de um quadrado divino, dividido em outros quadrados menores feito com riscos do mesmo pó que cobre seu corpo. Esse conjunto de quadrado também é usado por suas sacerdotisas durante as danças.
Seu assentamento fica em um buraco dentro da terra, ficando somente a tampa deste aparecendo.
Os sacerdote e adeptos de Akonedi carregam-na nos ombros numa espécie de desfile, para que todos possam admirar e louvar a grande deusa da Justiça. Terça-feira é o dia consagrado a essa Vodum.
O Culto de Akonedi foi levado para alguns países, a pedido dos governantes desses. Quem levou o culto de Akonedi para o novo mundo foi a maior autoridade religiosa do culto, Nanã Oparebea Akua Okomfohemma, falecida em 1995.
Mmoetea – Aldeia de pigmeus que vivem nas florestas de Ghana. Formam uma sociedade secreta especializada no uso das ervas para diversos fins. Desenvolveram a capacidade de curar qualquer doença física, mental e espiritual. Trabalham com os espíritos da natureza e seu maior deus é Nanã. Os espíritos da floresta deram aos Mmoeta o poder de ler a mente dos homens e dos animais. São grandes curandeiros e poderosos feiticeiros.
Buku – Assistente de Nanã e Sakpata que mata os doentes infectados pela varíola. “Toma conta e presta conta” do comportamento moral das pessoas durante os cultos de Nanã e Sakpata.
Legba Aghamasa – Vodum Legba masculino, reina nos portais da morte onde reside Nanã Buruku.
Odom – Bolsa feita com pele de cabra não curtida, enfeitada com búzios, penas e sangue. Nessa bolsa são colocados os gris-gris venenoso e não venenoso que decidem uma questão de justiça. Quando duas pessoas brigam pela mesma “coisa” e recorrem a Nanã para saber quem tem razão, sua sacerdotisa pede um galo a cada um dos queixosos, quando esses animais chegam, esses gris-gris são oferecido aos animais. O galo que comer o venenoso, o dono dele perde a causa. Além desses gri-gris, outros segredos de Nanã são guardados na Odom.
A Odom fica sempre nos pés do assentamento de Nanã, nunca vai a público e não pode jamais ser tocada por homens.
Abuk (abuquê) – De acordo com a cultura Fon, foi a primeira mulher a surgir. Patrona das mulheres e dos jardins, seu fetíche é uma pequena serpente. (teria alguma coisa a ver com Nanã?!!)
Asase (assassê) – Deusa da criação dos homens e receptadora dos mesmos na morte. Cultura Ashanti. (Seria a mesma Buruku?!)
Atori (atôli) – Vara ou haste simbólica de Nanã, representa seus filhos mortos e os ancestrais.
Todos esses Voduns usam muitos kpolis (quipôlis - búzios) e palha, dificilmente cobrem seus rostos.
Falar ou escrever sobre Nanã é uma tarefa das mais difíceis, pois são tantas as história a ser contadas, que somente um livro poderia caber.
Todos os adeptos do Culto Vodum, devem prestar muita reverência a Nanã. Em seus cânticos e danças devemos nos alegrar e nos sentirmos honrados em poder, aqui no Brasil, participar dessa parte que na África é reservada somente aos seus sacerdotes e sacerdotisas.
Aho bo boy Naê!!

Lenda Do Vodun Agué


Vodun Agué


Agué filho de Nanã  irmão de Bessen e Sakpatá,  era o senhor das aniamã , da guerra caçador de estremas habilidades. Ele é o vodun que conhece o segredo da cura e o mistério da vida.
Todos os voduns recorriam a Agué.
Para curar qualquer moléstia ,qualquer mal do corpo ,todos dependiam de Agué na luta contra doença , todos iam até a casa de Agué oferecer seus sacrifícios, em troca ele lhes dava preparados mágicos , banhos , chás , infusões , pomadas , abo ,curava as dores , as feridas , os sangramentos , os inchaços , as fraturas , curava as pestes , febres ,órgãos corrompidos , limpava as peles purulentas e o sangue pisado em fim limpava o corpo de todos os males que muitas coisas que aprendeu com seu irmão Sakpatá.
Um dia Hevioso que era o Deus da justiça julgou que todos os voduns deveriam compartilhar o poder de Agué , conhecendo o segredo das ervas e o dom da cura , e que Agué dividisse suas aniamã com os outros voduns mas ele se negou a dividir seus poderes Hevioso então ordenou que Onitá que soltasse seus ventos e que eles gerassem um furacão e espalhasse todas as aniamã para que as mesmas se dirigissem até o palácio de seu marido e lá ele pudesse distribuilas aos voduns mas Agué ordenou que as aniamã voltassem dizendo as seguintes palavras :Agué Aguéô ôô  e as aniamã obedeceram as ordens de Agué quase todas voltaram para ele, as que já estavam em poder de Hevioso perderam asé e perderam o poder da cura .
O vodun rei que era a propria justiça admitiu a vitoria de Agué e entendeu que o pode das folhas devia ser exclusivo de Agué e que assim devia permanecer através dos séculos .
Agué com tudo deu uma aniamã para cada vodun , deu uma para cada um deles . Cada aniamã com seus asé e seus ófòs que são as cantigas de encantamento sem as quais as aniamãs não funcionam .Agué distribuiu as aniamãs aos voduns para que eles não mais o invejassem. Eles também podiam realizar proezas com as aniamã , mas o segredo mais profundo Agué guardou para si.
Agué não conta seus segredos para ninguém .Agué nem mesmo fala !.Quem fala por ele é seu pássaro ARONÍ. Os voduns ficaram gratos a Agué e sempre o reverenciaram quando usam suas aniamã com a palavra AGUÉÒ.
Saudação: Aho gbo gbo ih aguéô agué benó benó atabirikó.
Simbolo: Brajás e Laguidbás.
Ferramentas: ramo de peregun, arco e flecha e a cabaça.
Comida: Assussu(comida feita com milho torrado e refolgado no azeite de dendê).

Vodun A Azaká


Vodun Azaká


havia uma cidade no dahomé onde se cultuava o vodun Azaká  por ele ser vodun da agricola da caça e um vodun velho e curandeiro, vodun muito exigente e rigoroso.
Um homem muito pobre resolveu pedir a Azaká q o socorresse  que em suas terras não nascia um grão de arroz, e Azaká disse que sim mais deveria fazer uma oferenda a Azaká em uma gruta na floresta com pipocas, cabaças, buzios um pombo branco 3 galos e muitos xaoros, e assim o homem fez mais ainda deveria passar 3 meses de preceito, e suas terras transbordavam com a plantação a colheita era farta e o camponês passou a ganhar muito dinheiro mais havia coisas que ele não poderia fazer e fez quebrando os preceitos que azaká havia ordenado que cumprisse, então Azaká enrraivecido destruiu toda a plantação do camponês com pragas que não acabavam mais, e as pragas trasmitiam doenças que acabaram matando o camponês e toda sua familia, e os outros voduns vendo a crueldade e frieza de Azaká pediram pra ele tomar conta de todos os preceitos feitos pelos vodunsis, e aquele que quebrar qualquer tipo de preceito será ponido não pelo vodun que lhe rege e sim pelo vodun Azaká vodun cruel e frio e puni sem piedade aquele que quebra o preceito.
Saudação: Arro bobo ih Azaká agebelú sakpatá bissaló - ló
Arma: piá (lança usada pelos voduns) gandá (arco e flecha) cabaça e o hapô (xaxara).

Lenda de Otolu


Vodun Otolú


Dà Làngàn Òtòlú é a forma que o Vòdún Òtòlú era conhecido na cidade de Savalú. Desde criança Dà làngàn mostrava as suas habilidades na caça e na arte de guerrear. Dà Làngàn foi criado para suceder o seu tio Ázáká. Diz a lenda que, quando Dà làngàn ainda um adolescente ficou perdido na floresta e foi cercado por um enorme Leopardo negro faminto. O jovem Dà Làngàn tinha o costume de tocar uma flauta de osso quando estava descansando na floresta. Esse instrumento pertencente a um Vòdún da mata ligado aos sons emitidos na floresta, Vòdún esse chamado de Àzízá, que é um adolescente que vive tocando a sua flauta de osso pelo meio da mata atraindo para dentro dela as pessoas não bem-vindas por ele. Assim quando o Leopardo o cercou, Ázízá tocou a sua flauta distraindo o Leopardo e com um ataque feroz, Dà Làngàn voou no pescoço do Leopardo e, com um punhal, cortou-lhe sua cabeça e bebeu seu sangue depois comeu algumas partes dele a fim de ter as mesmas habilidades. Assim Dà Làngàn, passou a ser muito respeitado mesmo ainda sendo um adolescente. O título de Òtòlú que significa ´´Chefe caçador de Savalú ´´ foi conquistado quando Dà Làngàn acabou com uma tentativa de invasão pelos Nago na floresta de Savalú, então seu pai o Rei Kúxòsú, deu-lhe o título de Òtòlú e no mesmo dia ele ganhou o comando dos Valutö( um grupo seleto de guerreiros caçadores que o próprio Òtòlú era membro e agora ele os comandava). Com o adoecimento de seu pai, Dà Zòjí seu irmão primogênito assumiu o trono e assim Òtòlú assumiria também os Zúncòtòlè. Quando Òtòlú assumi a liderança dos Zùncòtòlè ele ganha importância dentro do reino e principalmente dentro do clã Sákpátá pois, agora ele tinha uma função de captar alimentos da floresta e proteger o reino. Nesse tempo Ázáká, Otölú e seu primo Ázáwànì quando juntos em caçadas ou batalhas na floresta, eram chamados pelos inimigos e admiradores de Hùndèválú título dado aos grandes ancestrais Caçadores-Guerreiros da antiga dinastia de Savalú. Após a morte de seu pai e a posse em definitivo de Dà Zòjí ao trono, Dà Zòjí dá o comando do exército de Savalú para Dà Làngàn Òtòlú que, após o comando, constrói em um vilarejo perto da costa, um tipo de quartel dos Valutö e um centro de culto ao Vòdún Ázízá. Essa cidade ,depois de sua morte, foi o primeiro local de culto ao grande Guerreiro-Caçador de Savalú conhecido como Òtòlú ou simplesmente por sua velocidade e ferocidade como Tòlú-Tòlú o Guerreiro que não erra. Por ter sido cultuado primeiramente em Dàgbá e, o mesmo que gostava de tocar a sua flauta debaixo de uma árvore com o mesmo nome de Dàgbá, sua fava de iniciação é o fruto da árvore Dàgbá. Na parte litúrgica do culto Vòdún Òtòlú é responsável pela a fartura alimentícia e segurança das casas de culto próximas a florestas, em qualquer ato de colher ou caçar na floresta Òtòlú deverá ser consultado juntamente com Ázízá. Na cerimônia do Grá, Òtòlú tem a função de proteção aos neófitos quando os mesmos entram na floresta. Vòdún imprescindível nas feituras dos neófitos no Ásé do Kpò Dàgbá, pois ele é peça fundamental em uma cerimônia chamada Ámátítè.
Saudação: Aho gbo gbo ih otolú, ilo voduo da cya zumê.
Simbolo: Brajá, lagdibá e o drakar.
Ferramenta: Uma flauta de osso, um arco e flecha e a piá(nome das lanças usadas pelos voduns).

Saudaçoes de Voduns


Saudações dos Voduns


Emi mikan elegbara
emi mikan ainkungunmãn
emi fó mlâ
Arroboboi elegbara emi no kwe vodun lebá
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vodun gún gubassa da gu da gudaglô olouôô arroboboi vodun gun 
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ylô vodun ô da cya zumê Arroboboi otolú
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Arroboboi agué agué ô agué benó benó atabirikó houshe mi agué
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Arroboboi vodun deré
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Arroboboi gbessen, arroboboi frekwen, airum ê iká vodun issú dan Bafamo deká
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Arroboboi yewa silé hirró ewa
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Arroboboi ainon, ajuberú Sakpatá tôtôhun, xaorô azawany xaorô, bissaló ló Azaká, arroboboi kpó arrungelô possú
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Mikan atinçá maó vodun, arroboboi lokô daíba
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Socioví vodun izô Heviossô, sobôadãn setohun, Arroboboi elêbô
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Onitá kulamkulam ni féfé orô izô, Arroboboi jó massó hundó
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Naê Aziri tobosse, arroboboi tobosse akalolení tobossirê ezim jevivi
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Naê aziri tolá kaiá abotô, ezin jeçuçu, Arroboboi Aziri kaiá
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Arroboboi beijafé mahin
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Salú ibirí vodun nanã, Arroboboi vodun gaiakú savadiê
______________
Arroboboi Lissá gwin, funfun funfun ô Oulissá olissá gwé, Arroboboi
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Arroboboi mawu lissá e na che nuê